quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Michel Lopes, uma história de luta que se confunde com a própria vida

 


Campeão que se tornou um renomado treinador de lutadores profissionais e amadores segue revelando talentos

 

Michel Lopes é um lutador nato! Sua história nas artes marciais começou há muito tempo quando, aos 4 anos de idade, viu uma roda de capoeira em uma praça. Naquele momento, nasceu seu interesse pela luta e foi onde decidiu todo o seu futuro, se tornando um grande campeão, professor e treinador de lutadores de artes marciais.

 

O professor, que já teve vários apelidos, em cada etapa de sua trajetória, tais como Perna Longa, Fortaleza, Psicopata, Samurai e Pulmão de Criança, prefere ser chamado pelo nome, Michel Lopes.

Faixa preta de Karatê, faixa preta de Kickboxing, faixa preta de Jiu-Jitsu, prajied preto e branco pela ABAM, Prajied vermelho pela CBMTT e técnico de Beach Boxing, se tornou um colecionador de títulos importantes, conquistando diversas medalhas e cinturões. Sendo vice-campeão mundial de Jiu-Jitsu e possuindo 43 campeonatos no Muay Thai, conseguiu a vitória em todos eles.

 

Para narrar uma de suas lutas mais marcantes, em 2017, seu vasto conhecimento em diversos estilos lhe rendeu a vitória no “Open” no “Campeonato Sulamericano Aberto de Artes Marciais”. Michel lutou a final contra um atleta de Kung Fu, levando-o à nocaute em apenas 1 minuto e 45 segundos, se classificando assim para o Mundial na Argentina. Foi um momento muito importante para o professor que sempre teve o sonho de ser exemplo para jovens que tem poucas oportunidades, para fazê-los enxergar que podem fazer o que quiserem se tiverem força e dedicação.

 


O próprio Michel encontrou nas lutas um meio de sobreviver à marginalidade e a violência que assolam a rotina no Rio de Janeiro. Para pessoas que vivem em áreas de risco, como o local onde cresceu, essa realidade consegue ser ainda mais cruel. E o professor afirma que se não fosse toda a disciplina aprendida nos tatames, talvez nem estivesse mais aqui.


Membro da Equipe Templários, sempre que possível, ainda treina com seus mestres Ricardo Rodrigues, professor de Kickboxing e Muaythai, Mestre Claudio Machado, de Karatê, e Mestre Ricardo Barta, de Jiu-Jitsu.

 

Atualmente, o professor Michel é o responsável pelos atletas profissionais de MMA da Equipe Templários, sendo treinador e agenciador, casando lutas em eventos dentro e fora do Brasil. E a agenda está cheia até o final do ano com eventos nacionais, como Shooto e Arena Global, e internacional, como o Aruba Fight.

 

“Ano passado, eu era o responsável pelo Kickboxing da Equipe Templários e, graças a Deus, obtivemos ótimos resultados com dois atletas conseguindo o segundo lugar no ranking dos melhores do ano da FKBERJ (Federação de Kickboxing do Estado do Rio de Janeiro) em suas modalidades, que é o K1 Rules, luta de ringue. A Jane Ramos e o João Pedro Garcia perderam somente para os companheiros da mesma associação, APKB (Associação Pioneira de Kickboxing) do mestre e amigo Daniel Mattos. No ano passado, visando o MMA, a equipe alcançou uma vitória com o atleta Lucas Tavares, Stone Face, e um aprendizado com o Ivan, Manguinha, no Junglle Fight.”, conta o professor Michel Lopes.

 


Ainda em campeonatos pela FKBERJ, conquistou grandes vitórias com atletas que se tornaram renomados na federação, tais como Hiago Lins, Bruna Soares, Fabiana Almeida e Thiago Machado (falecido). Todos tendo obtido grandes vitórias através de intenso treinamento com o professor Michel Lopes.

 

“Os principais benefícios das aulas que ministro são: Usar a arte marcial para saúde do corpo e da mente, de treinos com exercícios tão completos de alta intensidade, que trabalham a musculatura, a resistência e o desempenho cardiorrespiratório. A consequência é um físico mais forte e o maior entendimento da percepção corporal. Sem falar que é uma forma infalível de aliviar o estresse. Ministro minhas aulas nas academias Fórmula Santa Rosa, Fórmula São Francisco e Academia Mega Sport Center, no Ingá. Já os atletas profissionais treinam no CT Black Shield, no Rio do Ouro (São Gonçalo).” Michel Lopes

 

Muitos atletas já obtiveram grandes conquistas após passar pelo treinamento de alta intensidade do professor Michel Lopes e muitos ainda passarão, pois as artes marciais crescem mais e mais a cada dia, contando com profissionais de excelência, como esse grande campeão e treinador de grandes campeões nos tatames, nos ringues e na vida.



Matéria: Fabiana Almeida 


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domingo, 20 de setembro de 2020

Criadas para serem métodos de autodefesa, as artes marciais, hoje, são sinônimo de saúde, afirma o professor Adriano Duarte


 

As artes marciais foram assumindo diferentes papéis, ao longo da história. Originalmente criadas para se tornarem métodos de autodefesa, função que continuam exercendo brilhantemente, ganharam um importante papel em uma sociedade com vilões como sedentarismo e obesidade. Hoje, além de ser uma atividade física com filosofia de vida, é ferramenta indispensável para quem está em busca de qualidade de vida. “Meu conselho é que todos deveriam treinar alguma arte, pois, atualmente, vários médicos estão receitando arte marcial para seus pacientes, visto que tem apresentado um papel primordial à saúde”, diz o professor Adriano Duarte, que é um apaixonado por esportes, tendo praticado várias artes marciais desde a infância.

 

A história do professor Adriano Duarte começou com o faixa preta Marcos Bragança, que o levou à sua academia para treinar Jiu-Jitsu e, através desse mesmo professor, em 2011, recebeu sua graduação de faixa preta. Nesse período, como atleta, participou de vários campeonatos, tendo aprendido sobre a hierarquia e disciplina da arte. Paralelamente, começou a treinar Kickboxing com o faixa preta José Cipriano, chegando à faixa azul. 

 

Embora não faça mais parte da equipe onde se formou, tem uma história de total respeito com a mesma e com o antigo professor. E, hoje, faixa preta 3º Grau, faz parte da Equipe Condor Nova Geração, ao qual é o vice-presidente. O presidente da equipe, Ronaldo Viégas, faixa preta 6º Grau, é seu atual professor e desenvolvem um excelente trabalho na Academia Ponto do Atleta, em Sacramento (São Gonçalo - RJ).

 

Na academia, onde está desenvolvendo o trabalho com as aulas de Jiu-Jitsu, conheceu o professor de Kickboxing Márcio Meleca, faixa preta há anos, e retomou os treinos, chegando à faixa marrom, “e, como todo bom brasileiro, não vou desistir enquanto não chegar à faixa preta de Kickboxing, claro, com muito treino e dedicação”, afirma.

 

Mas não para por aí! O professor foi buscar mais conhecimento, na área da autodefesa, através do Krav-Magá, com o faixa preta 4º Dan, José Antônio.

 

“No início foi bastante complicado, já que o Krav-Magá é totalmente sem regras e sempre fui praticante de Jiu-Jitsu e Kickboxing, esportes com regras. Meu professor me indicou ao seu mestre, Diego, quando fiz um curso de Instructor Lotar Krav-Magá/ ICS - equivalente à faixa marrom. Tornei-me aluno pessoal do Mestre Diego Martin Giglio, que havia sido discípulo do renomado Mestre Gabi Shai, de Israel, que foi discípulo de Avi Abeceedon, também de Israel, tendo sido discípulo do fundador do Krav-Magá: Imi Lichtenfeld. E, hoje, sou faixa preta 3º Dan de Krav-Magá e instructor de KAPAP.” Professor Adriano Duarte

 

Vice-presidente da Associação Krav-Magá Divion, Sinistro Tactical Force, o professor acumula, também a função de Instrutor de Defesa Pessoal, credenciado pela polícia federal, para ministrar aulas nas instituições de segurança pública e privada. Apesar de todas as graduações conquistadas pelo professor, ao longo de sua caminhada no mundo das lutas, observa-se que está sempre praticando.

 

“Sempre vou aconselhar que todos treinem alguma arte marcial, porque é sinônimo de saúde. Tendo em vista que o Jiu-Jitsu é o meu primeiro amor, eu, Adriano Duarte, o aconselho para todos, pois aumenta a confiança no dia a dia e você estará sempre pronto para as adversidades...”  Seus dias de treino na academia são as segundas, quartas e sábados, manhã e noite.


E, não esqueça, todas as artes marciais ajudam a manter e melhorar o funcionamento cardíaco, aprimoram o sistema vascular, aumentam a resistência, a potência muscular e a postura corporal.


Matéria: Fabiana Almeida 

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Andressa Valpassos, Melhor Atleta Sub 17, feminina, de Light Contact e Point Fight da FKBERJ

 


Que as crianças estão se destacando cada vez mais no Kickboxing não é novidade! Por isso, vamos conhecer um pouco sobre a pequena Andressa Valpassos.

 

A "monstrinha", como é conhecida, é atleta da equipe TEAM NOGUEIRA e Santa Margarida Kickboxing (Campo Grande - RJ) da associação AUFAM (Associação União Fight de Artes Marciais).

Treinada pelo professor Deilon Carlos, e com apenas 2 anos de treino, vem conquistando seu espaço no mundo da luta e almejando grandes voos.

 

Apesar da pouca idade, a atleta sonha em ser uma grande lutadora profissional e, quem sabe um dia, ser uma  professora da arte marcial.

 

Andressa já é dona de títulos importantes como: Bicampeã Estadual, Campeã da Copa Brasil e Campeã Sul-americana.


A atleta também será  homenageada no "Oscar do Kickboxing", a cerimônia que premia os Melhores Atletas da FKBERJ (Federação de Kickboxing do Estado do Rio de Janeiro), tendo sido a melhor atleta Sub-17, feminina, de Light Contact e Point Fight, além de ser uma das indicadas como Atleta Revelação Sub-17.

 

"Ser indicada como atleta revelação e ganhar duas premiações de melhor atleta me deixou muito feliz, pois provei a mim mesma que aquele sonho de aprender uma arte marcial foi muito além, e meu objetivo é dar continuidade", revela a atleta.

 

Com a pandemia do Covid-19 Andressa também precisou se adaptar, "Meu mestre passou algumas atividades para eu fazer em casa: sombra, movimentação e corrida diariamente para não perder o ritmo e manter a parte física. Espero que ano que vem seja melhor e vou tentar novamente o prêmio de melhor atleta e colecionar mais medalhas".

 

Andressa conta com o apoio do AESC MAMAÔ que, por enquanto, é seu único apoiador e deixa seu agradecimento por toda ajuda!

 

Matéria: Isa Araújo

 

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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Quando se trata de Point Fight é impossível não mencionar o nome do faixa preta Ítalo dos Santos



Atualmente, atleta da APKB (Associação Pioneira de Kickboxing), seu mestre é Luciano Soares, porém, hoje, os profissionais que o acompanham são: Mestre Daniel Mattos e Leonardo Paixão. Ítalo realizava seu treinamento em casa mas, após a entrada na associação APKB, começou realizá-los na academia KS (Barra da Tijuca-RJ).

 

O porquê escolher lutar Point Fight, Ítalo conta:

 

"Na verdade, quando comecei no Kickboxing, em 2012, mal treinava Point Fighting. Meus companheiros de equipe e mestre que gostavam mais de treinar. Competi minha primeira vez lutando Light Contact e só na segunda competição lutei Point Fighting. Fui gostando e, com pouco tempo, me identifiquei com a luta, por ser mais estratégica. Acho que essa foi a grande característica da modalidade que me cativou."

 

Seus principais títulos que ganham destaque: O atleta foi 3° colocado no Panamericano/ WAKO (2018), Campeão Sulamericano/ CBKB (2017) e Bi campeão da Copa América/ CBKB (2019-2020).

 

Em 2019, Ítalo lutou em duas categorias, no primeiro semestre atuou na categoria menos 69kg e no segundo semestre menos 79kg. Ítalo explica:

 

"Fiz isso porque percebi que são as categorias que tem mais atletas atuando no cenário nacional. Foi um tiro certo, rsrs... Consegui fazer bastante lutas no ano de 2019 e acumular pontos para o ranking Estadual."

 


O atleta será um dos homenageados no "Oscar do Kickboxing", a cerimônia que premia os Melhores Atletas da FKBERJ (Federação de Kickboxing do Estado do Rio de Janeiro) na modalidade Point Fight e deixa clara a sensação de trabalho bem feito, destacando que há muitas coisas para se conquistar e buscar, mas com um passo de cada vez.

 

Por lutar uma modalidade que não tem muito destaque no Brasil, o atleta compartilha seu pensamento sobre o cenário de dificuldade da modalidade:

 

"Eu sempre tomo como base para essa pergunta o cenário mundial. É muito complicado e delicado falar sobre isso mas o que eu sinto como maior dificuldade da modalidade é o pouco engajamento que os atletas (seja qual for a faixa) tem com a modalidade. Poucos realmente procuram entender como funciona ou como lutar de

forma competitiva. Eu vejo muita repetição do mesmo." Ítalo dos Santos

 

Apesar da Pandemia do Covid-19, ítalo tinha expectativas que ainda ocorressem os campeonatos Panamericano e Brasileiro mas  sabe que todas as atitudes da federação de Kickboxing do Estado do Rio de Janeiro (FKBERJ) e Confederação Brasileira de Kickboxing (CBKB) são corretas para tal momento.

 


Ítalo deixa seus agradecimentos para seus apoiadores que estão com ele desde o começo de 2019: Seu Fisioterapeuta Diego Duarte e a Nutricionista Thatiana Carvalho. E, claro, seu o preparador físico Leonardo Paixão.

 

Por fim, o atleta deixa uma mensagem de incentivo:

 

"Uma coisa que eu aprendi, nesses anos de Kickboxing, é que tudo o que acontece nas nossas vidas é culpa totalmente nossa. Se hoje um atleta não se sente o melhor, é culpa dele. Ele tem que buscar as ferramentas necessárias para se tornar o melhor. Enfim, é isso, gastar mais tempo buscando ser melhor e não se importar com o que os outros falam porque cada um tem seu próprio sonho"

 


Matéria: Isa Araújo

 

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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Mestre José Silva, responsável pela divulgação e crescimento do Taekwondo em São Gonçalo (RJ)


O Taekwondo, arte marcial originária da Coréia, teve grande aceitação por parte do mundo ocidental, sendo praticado em mais de cem países. A arte começou a ser difundida no Brasil a partir de 1970, chegando no Rio de Janeiro em 1972. Em 1973, o Mestre José Silva iniciava seus treinamentos e, em 1980, fundava a Associação de Taekwondo de São Gonçalo que, hoje, se tornou o Clã Mestre Silva Haggyo.  

 

O Mestre José Silva começou a treinar Taekwondo em agosto de 1973, com o professor Ivan Varela (já falecido). Em 1975, passou a ter aulas com o Grão-mestre Jung Roul Kim, um dos pioneiros na implantação da modalidade no Brasil, sendo seu discípulo até os dias atuais, e tendo o formado Mestre 8º Dan pela escola Moo Duk Kwan e pela Federação Mundial Chang Moo Kwan, desde 2016. Durante sua trajetória como competidor, acumulou títulos importantes, tendo sido bicampeão carioca em 1979 e 1980, e ficando em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro em 1979. Na década de 80, tornou-se Vice-presidente da Federação de Taekwondo do Estado do Rio de Janeiro por duas vezes. Na mesma década, atuou como árbitro em competições estaduais e nacionais.

 

“Desde a fundação da Associação de Taekwondo de São Gonçalo, que se tornou o Clã Mestre Silva Haggyo, foram formados mais de quinhentos faixas preta. Atualmente, temos cem professores, homens e mulheres, atuando em São Gonçalo e municípios da região Oceânica, Lagos e Serrana. Gostaria, imensamente, que as autoridades dessem o valor merecido, de fato e de direito, as nossas artes marciais que tanto buscam pela disciplina e saúde física e mental daqueles que as praticam.” Mestre José Silva

 

Como toda Arte Marcial, o Taekwondo é um meio de inclusão social e tem desenvolvido um belo trabalho com o PCD (Pessoa com Deficiência). O mestre José Silva é mais um dos professores que obtiveram grandes conquistas nessa área. Quando ministrava aulas para alunos especiais da APAE de São Gonçalo, formou um aluno autista em faixa preta. Uma grande conquista!  

 


Devido ao sucesso de divulgação do Taekwondo, em 1980, tornou-se uma modalidade oficial de competição do Comitê Olímpico Internacional, sendo incluído nos Jogos Pan-americanos e Sul-americanos. Após participar como modalidade de exibição nos Jogos Olímpicos de Seul (1988) e Barcelona (1992), foi incluído como modalidade oficial, fazendo sua estreia nas Olimpíadas de Sidney, na Austrália, no ano 2000.  

 

A palavra Taekwondo tem um significado: “Tae” significa “pés” e refere-se a saltar ou voar, a chutar ou esmagar com o pé; “Kwon”, significa “mãos, punho”, refere-se a golpear ou destruir com a mão ou com o punho; “Do” significa “caminho, arte” e se refere ao bom caminho construído e pavimentado no passado pelos santos e sábios. Dessa forma, Taekwondo significa "O caminho do pé e da mão". (Federação Brasileira de Taekwondo, 2005).

 

Além de saber o significado da palavra, é importante conhecer os inúmeros benefícios que o Taekwondo traz para os praticantes da arte, tais como: melhora da coordenação motora e memória, disciplina através do respeito à hierarquia, desenvolve o ideal de respeito ao próximo, a autoconfiança, a capacidade de liderar, aprimora o espírito de luta e a humildade. Na parte física, a prática oferece importantes técnicas para a defesa pessoal, melhora o condicionamento e desenvolve a flexibilidade e o equilíbrio. Para crianças, ensina a trabalhar em equipe e desenvolve o senso de cortesia e gentileza.

 


Com tantos benefícios e uma história de vitórias e superação, o Mestre José Silva, hoje com 70 anos, espera que o Taekwondo, receba a atenção e valor merecido, para que volte a crescer e se desenvolver em São Gonçalo, uma cidade com tantos talentos revelados nas artes marciais, e com tantos ainda por revelar, só aguardando uma oportunidade.  


Matéria: Fabiana Almeida   

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Mestre Naval, um dos representantes da Associação de Capoeira Barravento em São Gonçalo (RJ)

 


A Capoeira é genuinamente brasileira e surgiu como luta a partir do século XVI. Se tornou uma Arte Marcial entre 1864 e 1870, ao ser utilizada na Guerra do Paraguai, quando diversos soldados capoeiristas foram condecorados. No entanto, por divergências políticas entre a Monarquia e a República, em 11 de outubro de 1890 foi regido o Decreto número 847, dos Vadios e Capoeiras, colocando a capoeira como crime no Código Penal da República dos Estados Unidos do Brasil. As penas envolviam chibatadas, prisão e deportação para ilha de Fernando de Noronha.

 

A partir de 1900, uma parte da sociedade, incluindo muitos militares, tentou desassociar a capoeira como crime, tentando transformar sua visão como desporto. Nos anos seguintes, Mestre Bimba e Pastinha surgem como grandes referências da capoeira no cenário nacional, e a arte ganha espaço dentro das Federações e Confederações de Pugilismo como um Departamento Nacional de Luta Brasileira (Capoeiragem).

 

Somente em 1972, com a aprovação do Regulamento Técnico da Capoeira, um projeto redigido por Mestre Mendonça como representante do Estado da Guanabara, foi que a capoeira passou a ter livre acesso e a se permitir criar e registrar grupos e associações de capoeira oficialmente, permitindo seu avanço dentre os estados brasileiros e, posteriormente, para outros países mundo a fora.

 

Um dos grandes representantes da arte em São Gonçalo é conhecido como Mestre Naval, que faz parte da Associação de Capoeira Barravento desde 14 de dezembro de 1981, cujo grande mentor e líder foi o Mestre Bogado que, durante 50 anos de sua vida, se dedicou plenamente a capoeira, além de ter sido fundador e presidente da associação.

 


O sistema de graduação da Associação de Capoeira Barravento segue o padrão do Regulamento Técnico da Capoeira aprovado pelo Conselho Nacional de Desportos em 26 de dezembro de 1972.

As cores da graduação foram baseadas nas cores da Bandeira Nacional Brasileira, estabelecida de forma lógica, conforme a maior concentração ou quantidade dessa cor na bandeira, sendo a primeira cor verde, depois o amarelo e o azul. A cor branca só entra no nível de mestre. A partir do 1º Grau de Mestre, a troca de graduação só ocorre a cada 10 anos.

 

“Tive a honra de receber meu Cordel Branco e Azul - Mestre de 3º Grau, em outubro de 2013, quando a Associação de Capoeira Barravento completou seus 40 anos de fundação.” Mestre Naval

 


A Barravento participou ativamente de todos os campeonatos brasileiros de capoeira. Como atleta, representando a associação, Mestre Naval obteve grandes resultados em campeonatos: Vice-campeão do 1º Campeonato Estadual de Capoeira (FCERJ), Campeão de Duplas por Equipe no III Berimbau de Prata, Bicampeão por Conjunto no Festival Internum de Capoeira - SESC Niterói, Vice-campeão de Solo Adulto da Taça Capoeira Francisco Abreu - SESC Niterói, Vice-campeão por Conjunto no Festival Internum de Capoeira - SESC Niterói.

 

Mestre Naval difundiu a arte Brasileira ensinando a capoeira em áreas de São Gonçalo, como a Igreja Matriz de São Gonçalo, e em Niterói, em locais como o Clube Italiano, em Ipiratininga, e o Clube do Banco do Brasil, em São Francisco. A Associação de Capoeira Barravento tem Mestres, Contramestre e Professores dando aulas em academias, colégios e projetos sociais. Com o isolamento social, devido a pandemia, essas aulas tiveram de ser suspensas como forma preventiva para evitar a propagação da Covid-19.

 

“A capoeira é uma atividade física de aglomeração e o isolamento impacta bastante em nossa rotina diária. Mas, como muitas outras atividades, sejam elas esportivas ou não, tivemos de nos reinventar e passar a utilizar a tecnologia para mantermos esse contato entre os praticantes, com aulas online, lives ou troca de mensagens para mantermos o interesse dos alunos e ajudar cada um a praticar os exercícios dentro de suas próprias casas. O bacana da capoeira é que ela envolve várias artes em uma só, então há momento para ouvir, cantar, tocar, se exercitar e estudar a nossa história cultural que é tão rica e importante. Estamos todos com saudades daquele calor humano e de fazer uma grande festa com uma boa roda de capoeira com nossos alunos e amigos.”  Mestre Naval


Matéria: Fabiana Almeida 

Rogério Athanazio, um dos colaboradores do único Campeonato Brasileiro de Ligas que aconteceu no Município de São Gonçalo



O Judô é um dos esportes mais praticados no Brasil, tanto por homens quanto por mulheres, crianças e idosos. A arte marcial, praticada como esporte, é um desporto Olímpico de elevado teor educativo e foi criada pelo mestre japonês Jigoro Kano em 1882. Adaptação do Jiu-Jitsu, foi considerado esporte oficial no Japão no final do século XIX e tem o objetivo de desenvolver técnicas de defesa pessoal, fortalecendo o corpo e a mente de forma integrada.

 

Entre os principais benefícios da prática do Judô estão ganho de condicionamento físico, emagrecimento, aumento do desempenho cerebral, disciplina, respeito, desenvolvimento da capacidade de analisar a realidade e valores primordiais para o ser humano, através da filosofia de uma atitude moral autêntica.

 

Hoje, o país conta com inúmeros praticantes e São Gonçalo é um dos municípios onde o Judô tem grande receptividade. O Professor Rogério Athanazio é um dos principais representantes do esporte na cidade. Faixa preta segundo Dan de Judô, o professor é Coordenador no Centro Educacional Pereira Rocha, que fica situado no bairro Portão do Rosa (SG), onde ministra suas aulas.

 

Atualmente, Diretor do Departamento de Arbitragem de Judô da Liga Gonçalense de Desportos (LGD), na década de 90, através da LGD e da LIJUERJ (Liga de Judô do Estado do Rio de Janeiro), o professor foi um dos colaboradores para a realização do primeiro e único, até hoje, Campeonato Brasileiro de Ligas no Município de São Gonçalo. No ano de 2004, sediou todos os módulos para faixas pretas, realizados pela LIJUERJ, levando atletas para competir em vários estados do Brasil, como São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

 

O professor Rogério Athanazio ressalta que a pandemia do Covid-19 acabou freando o trabalho que vinha sendo realizado no colégio, principalmente em relação ao Judô:

“A pandemia, simplesmente, parou tudo. Tenho a expectativa da descoberta da vacina ainda esse ano para que a vida e os treinos voltem logo ao normal. E, inclusive, possamos voltar a lutar por oportunidades para os atletas, que não tem apoio de governantes, de um modo geral.”

 


Judô, na tradução literal do japonês, significa “caminho suave” ou “caminho da suavidade”. Seu criador, Jigoro Kano, tinha 1,50 metro de altura e pouca força física, que o deixava em desvantagem diante de seus oponentes mais altos e mais pesados, o que o levou a desenvolver um estilo de luta onde o ponto chave era a inteligência acima da força física. Com a combinação de elementos de luta de diferentes escolas, onde aprimorou sua formação nas artes marciais, desenvolveu técnicas baseadas no uso da força do oponente para contra-atacar. Dessa forma, mesmo ao enfrentar adversários de porte físico maior, os judocas conseguiriam alcançar a vitória. 

 

Como foi apresentado, o Judô pode ser praticado por pessoas de todas as idades, independente do porte físico, trazendo vários benefícios. Se já teve vontade de praticar alguma arte marcial e, por alguma razão, achou que não conseguiria se desenvolver nos treinos, o Judô é uma excelente opção.


Matéria: Fabiana Almeida 

 

Professor Alexandre Nardi une a arte do Jiu-Jitsu com a Defesa Pessoal


O Jiu-Jitsu é uma arte marcial que ensina muito mais do que técnicas de luta, ensina valores para a vida, dentro e fora dos tatames. A arte é baseada na filosofia da disciplina e do respeito, o que contribui para a formação de pessoas melhores. Uma das filosofias da Arte Suave é cuidar de pessoas. Por essa razão, o Professor Alexandre Nardi, após se especializar em Defesa Pessoal, reuniu as técnicas e criou a escola AN Self Defense School com o objetivo de instruir e preparar o cidadão para situações adversas do dia a dia. O objetivo é neutralizar um ataque pessoal e identificar riscos para evitá-los.

O Professor Alexandre Nardi é Faixa Preta 3º Grau de Jiu-Jitsu pela Equipe Arion Team Brazilian Jiu-Jitsu, Instrutor de Defesa Pessoal pela Equipe GFTEAM/RJ (Grappling Fight Team), Instrutor de Krav Magá Nível 4 pela ANKM (Associação Nacional de Krav Magá)/ABKM (Associação Brasileira de Krav Magá), Instrutor de Defesa Pessoal 4º Grau pela INDPP (Instituto Nacional de Defesa Pessoal Profissional) e iniciou, no ano de 2019, o curso de Bacharelado em Educação Física. Competidor, desde a época de faixa branca, tem um currículo com participação em vários campeonatos e títulos importantes, tais como Campeão Sulamericano e eleito o melhor atleta da categoria pesadíssimo de 2009 na FJJDRIO - Faixa Marrom - Master.


A AN Self Defense School conta, atualmente, com 3 instrutores e um quadro de aproximadamente 23 alunos, onde a maioria são mulheres, e oferece aulas de Jiu-Jitsu infantil para crianças a partir dos 4 anos de idade e aulas de Jiu-Jitsu e Defesa Pessoal para adultos, homens e mulheres.
“Respeitamos as condições físicas e a limitação de cada indivíduo de acordo com o seu biótipo. Formamos campeões para a vida. Buscamos fazer com que as pessoas se sintam bem. Nossa escola possui um ambiente familiar, onde o respeito ao próximo está acima de tudo e o que ensinamos não transforma ninguém em um super-homem ou uma super-mulher. Ensinamos as pessoas como se antecipar e se desvencilhar dos problemas, como se comportar na rua, em ambientes de riscos e o mais importante é: “Seja bom o suficiente para evitar o conflito” (Imi Lichtenfeld). Ensinamos mudanças de hábito no dia a dia. Somos extremamente contra a violência e não aceitamos nenhum desvio de conduta de nossos alunos.” Alexandre Nardi
Devido a pandemia da COVID-19, muitos profissionais de luta estão parados há mais de 70 dias e sem remuneração. Muitos ministram aulas por vídeos, utilizando os mais diversos aplicativos e, para o Professor Alexandre Nardi, essa é uma forma de se reinventar para o novo normal e falar para os alunos: “Estamos aqui juntos com vocês e podem contar conosco”.



Os locais físicos onde as aulas são ministradas incluem a Academia NN Studio Fitness, em Nova Cidade, Academia Moving, em Itaúna, Academia Rafe, no Centro de São Gonçalo, porém, as aulas presenciais estão suspensas. O professor tem realizado cursos online e se preparado para quando a flexibilização das academias chegar em São Gonçalo:
“Minha expectativa é que tenhamos força para chegar com saúde no pós-pandemia e os protocolos sejam respeitados no retorno as aulas, tanto pelas academias quanto pelos alunos. Mas não vejo um retorno em massa dos alunos. Provavelmente tenhamos uma adesão pequena, nos primeiros meses, para as turmas de adultos e, quanto ao público infantil, talvez não tenhamos um retorno neste ano. Eu, particularmente, prefiro não retornar as aulas de Jiu-Jitsu infantil neste período. Meus filhos do Jiu-Jitsu são o que mais importam e não iria gostar de ver nenhum deles doente.
Quanto a turma de Defesa Pessoal, estamos pensando em retornar os treinos ao ar livre e estudando as possibilidades com os alunos.”

Para ter acesso aos cursos e aulas online, entre em contato com o Professor Alexandre Nardi através dos contatos:

contatos (21) 98008-1269
E-mail anselfdefense@gmail.com
Instagram / Facebook (Defesa Pessoal) @anselfdefenseschool
Instagram / Facebook (jiu-jitsu) @alexandrenardioficial

Matéria: Fabiana Almeida

Campeões de Forms do Projeto Lutar é Viver fazem apresentação no SESC VERÃO SÃO GONÇALO 2024

Campeões de Forms – Musical Forms e Creative Forms do Projeto Lutar é Viver fazem apresentações espetaculares no SESC VERÃO SÃO GONÇALO 2024...