terça-feira, 24 de novembro de 2020

Michele Borges, multicampeã concilia os treinos e campeonatos com a maternidade, apesar das dificuldades

 


Na divisão do trabalho o papel de cuidar do lar e dos filhos coube à mulher. Em se tratando de esporte, chegaram a ser proibidas de assistir. Praticar? Nem pensar! No Brasil, bem próximo da atualidade, chegou a ser proibida a prática de esportes para mulheres. Veja:

 

“Art. 54. Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país” (DECRETO-LEI Nº 3.199, DE 14 DE ABRIL DE 1941).

 

Em 1965, o Conselho Nacional de Desportos decidiu que: “Não é permitida a prática de lutas de qualquer natureza, futebol, futebol de salão, futebol de praia, polo-aquático, pólo, rugby, hanterofilismo e baseball”. (Deliberação nº 7)

 

As próprias mulheres que, aos poucos, começaram a modificar esse quadro, se inserindo no meio esportivo, apesar do preconceito dos homens e até mesmo de outras mulheres. Preconceito que diminuiu consideravelmente, mas que ainda existe. Principalmente quando uma mulher se torna mãe e a maioria ainda acha que seu papel, agora, é somente tomar conta do lar e dos filhos, porque o papel de cuidadora do lar ainda recai sobre os ombros das mulheres, mesmo daquelas que trabalham fora para ajudar na renda da família. E essa é uma das principais razões que acabam afastando muitas mulheres do meio esportivo. A cobrança é muito grande e muitas acabam desistindo de seus sonhos.

 

Mas esse não é o caso da multicampeã Michele Borges que, apesar de ser mãe de três filhos, manteve seu treinamento e o foco de se tornar uma atleta reconhecida por seus títulos, além de acumular graduações em mais de um estilo de Arte Marcial, sendo: Grau Preto e Branco de Muaythai (mestre), Faixa Marrom de Kickboxing, Faixa Azul de Jiu-Jitsu e Faixa Branca de Luta Livre.

 


O interesse pelas artes marciais surgiu desde cedo quando, aos 4 anos de idade, sua mãe a levava para o Balé. No entanto, o seu desejo era praticar o Judô. A mãe não deixava. Dizia que era esporte de menino e que teria que continuar no Balé. E foi dessa forma até 2002, quando Michele começou sua jornada no Muaythai com o mestre Anderson França da AFteam, em Nova Friburgo, quando fez sua estreia em eventos de luta.

 

Em 2008, a atleta conheceu um professor que mudou sua vida! O professor era nada mais nada menos do que o grande campeão e treinador que já foi tema desta coluna, Michel Lopes! Michele, inicialmente, se apaixonou por seu estilo de luta e o fez seu treinador. Mais adiante, acabou se apaixonando pelo treinador e fez dele seu marido, pai de seus filhos, e brinca com o ocorrido: “Eu treinava Muaythai conciliando com duas faculdades, Direito e Educação Física. Com esse pouco tempo, tive que casar com o professor, se não, como é que treina? Rsrs”.

 

Atualmente, Michele mantém seus treinamentos com os professores de todas as artes que pratica: Com Michel Lopes, na Equipe Templários, da APKB (Associação Pioneira de Kickboxing) treina Muaythai, MMA, BeachBoxe e Kickboxing, com mestre Barta, da Família Barta, treina Jiu-Jitsu e com mestre Wallace treina Luta Livre. Os treinos acontecem no CT Blackshields, em Rio do Ouro.

 


Apesar de sua garra, um triste acontecimento, em 2011, fez com que Michele encerrasse sua carreira de lutadora, ao ser tomada por uma forte onda de sentimentos, depois de perder sua filha Alice, que “virou um anjinho”, diz a atleta. Somente com muita conversa e apoio de seu mestre e marido, retornou aos treinos e a Arte Marcial a fez perceber que ainda possuía muita força para voltar a competir. E o ano de 2016 foi de vitórias, nos conta: “Conquistei cinturões e medalhas tanto no Kickboxing quanto no Muaythai e tive o prazer de ser convocada para o evento profissional WRK (Warriors Rio Kombat) pelo mestre Capitulino Gomes. Tenho um cartel com 20 lutas, sendo 16 vitórias e 4 derrotas, com lutas entre Muaythai, Kickboxing e Beachboxing.”

 

Mãe de terceira viagem, com Ana Paula de 16 anos, João Rodrigo de 8 anos (que também já entrou para o mundo das artes marciais) e o Miguel Hunter de 7 meses, Michele concilia os treinos com as funções da maternidade, mas declara que não é fácil:  

 

“O cansaço que tinha antes é pouco em relação ao que tenho hoje! Tem dias que chego em casa já muito cansada mas ainda tenho que dar atenção para meus filhos. Maternidade é um desafio difícil e as responsabilidades aumentam muito. Para quem é pai, a vida pode continuar a mesma, mas para quem é mãe a vida muda bastante. Nossa mente, nosso corpo, tudo muda!  Eu amo tudo o que faço e, assim, consigo ficar de pé, apesar da batalha diária com as artes marciais. Meus filhos são meu afago! A maternidade me dá uma força maior. Só quem tem filhos sabe que força é essa!”

 

Michele fez do que muitas considerariam o impossível, sua força e motivação para continuar lutando, literalmente, por seus sonhos. E, no próximo ano, pretende estrear no MMA. A atleta está batalhando muito pra melhorar sua luta de chão e afiar ainda mais a trocação: “Tenho certeza que com a ajuda que tenho da equipe que faço parte (Equipe Templários), meus filhos, mestres e amigos alcançarei mais esse sonho tão esperado.”, finaliza.

 

Não restam dúvidas de que Michele Borges irá, mais uma vez, se superar e alcançar seus objetivos, além de se tornar uma inspiração para muitas mulheres que precisam de uma força para compreender que a maternidade não anula seus sonhos e que podem, desde que se dediquem, se esforcem, se tornar o que desejarem ser.



Matéria: Fabiana Almeida

Edição de Vídeo: Gustavo Porto 

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Começou a treinar e competir no Kickboxing depois dos 50 anos e se tornou incentivo para outras mulheres

 


Rosemary Ribeiro Costa, conhecida como Tia Rose nas academias em que treina, sempre gostou de acompanhar seu filho nos campeonatos da FKBERJ (Federação de Kickboxing do Estado do Rio de Janeiro), onde sempre se destacou conquistando títulos importantes. Assim surgiu seu interesse pelas artes marciais, porém, nunca havia praticado. Mas, por ordem médica, deveria começar uma atividade física e foi quando seu filho sugeriu os treinos de Kickboxing. Dessa forma, Rose começou sua própria história no mundo da luta.

 

O filho de Rosemary se tornou o seu professor! Conhecido campeão de Kickboxing, Márcio Meleca é o dono da Equipe Fênix que faz parte da AOCTT (Associação Oliveira & Castilho Top Team), onde Rose treina e, com o progresso da mãe, se tornou seu maior incentivador, como a própria atleta conta:  

 

“Teria que fazer algum tipo de exercício, por ordem médica. Aí, meu filho me chamou pra treinar, mas era só treino. Até que começou a me incentivar a competir. Disse que iria me inscrever e eu topei.”

 

Depois de seu primeiro campeonato, no ano de 2018, realizado no Clube Tamoio, em São Gonçalo (RJ), a atleta não parou mais de competir. Porém, tem se dividido entre lutar e arbitrar, pois também é árbitra ativa da FKBERJ, outra função em que vem se destacando, sendo uma das árbitras mais convocadas para atuar em Campeonatos Brasileiros e Copa do Brasil de Kickboxing, realizados fora do estado do Rio de Janeiro. Somente em 2019, viajou para São Paulo e Paraná, tendo sido convocada para compor o quadro de arbitragem da CBKB (Confederação Brasileira de Kickboxing).

 

Faixa verde de Kickboxing, hoje, Rose treina em dois locais: na Academia Ponto do Atleta, em Sacramento, e no Espaço Power Fitness, no Jardim Catarina, ambos em São Gonçalo (RJ). Devido ao fato de ser diarista, a possibilidade de ter dois locais com horários diferentes para treinar, facilita muito para que se mantenha em forma e em condições de participar tanto das competições como da arbitragem.

 


Dona de um carisma contagiante, Rose segue se destacando e sendo exemplo para outras mulheres. A pandemia, que causou o cancelamento dos campeonatos nesse ano de 2020, não interrompeu seus planos. Já está de volta aos treinos, com toda a segurança que o momento exige, claro, mas destaca que o exercício físico ajuda a aumentar a imunidade, o que é muito benéfico nesse período. Agradecida aos filhos, à associação e aos amigos que sempre a incentivam, quando indagada sobre a motivação que a faz seguir em frente, afirma com convicção:   

 

“Minha motivação pra competir é ver que eu posso mostrar pra outras mulheres da minha idade que se elas quiserem, elas podem!”

 

Como vem sendo mostrado, as artes marciais tem sido um importante instrumento para oferecer equilíbrio físico e mental para seus praticantes, independente da idade em que estejam ou que comecem a treinar. Inclusive, muitos médicos já têm indicado, especificamente, para seus pacientes. Numa época em que o sedentarismo e as disfunções alimentares têm sido causas de obesidade e transtornos emocionais, como depressão e ansiedade, a filosofia e as técnicas das artes marciais têm sido objeto de estudos que afirmam e destacam seus benefícios no aumento da autoestima, trazendo qualidade de vida e equilíbrio emocional.

 

Para as mulheres que se sentiram motivadas com a história da Rose e desejarem conhecer melhor o Kickboxing, a FKBERJ, entidade oficial da arte marcial no Rio de Janeiro, oferece em seu site uma lista de professores legalizados e os locais onde são os treinos, com endereços e horários. Basta clicar em www.fkberj.com.br e ir até o Banco de Conhecimentos, onde tem a opção: Onde treinar; escolha o município e os endereços estarão disponíveis.  



 

 Matéria: Fabiana Almeida 

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Professora Ranne Souza - O desafio que virou uma paixão!


Formada em Magistério, em Educação Física (Bacharelado/Licenciatura) e pós-graduação em treinamento de força - UFRJ (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) a atleta faixa preta de Kickboxing Ranne Souza ganhou um presente:

 

Vitão, um jovem de 23 anos, deficiente visual, que sonha em ser faixa preta de Kickboxing e com grandes planos para, a longo prazo, estrear no Musical Forms.

 

A vida de Ranne e Victor foi ligada pela equipe multidisciplinar de PCD (pessoas com deficiência) da Vila Olímpia de Honório Gurgel, onde dá aula.

 

Victor nasceu com uma doença que foi tirando sua visão. Com 7 anos de idade, após 13 cirurgias, já não enxergava mais. Porém, mesmo com esse fato, não se limita somente a aprender e se motiva mais e mais para sua melhoria.

 

Ranne já sente a importância que tem na vida do jovem e o peso de tamanha responsabilidade, deixando claro que o progresso de Victor nos fundamentos do Kickboxing a deixa extremamente grata por tê-lo como aluno.

 

 "Sobre a aprendizagem, tenho feito um trabalho de core onde notei pouca estabilidade de troco dele, o que faz ter desequilíbrio em, por exemplo, chutar. Estamos usando bastante educativos além de um treino de força." Professora Ranne Souza

 

Vitão é um exemplo de disciplina e superação!

São suas decisões e não suas condições que determinam o seu destino. Com motivação para buscar seus sonhos, não há barreiras capazes de lhe segurarem.




 

Matéria: Isa Araújo

Edição de Vídeo: Gustavo Porto

 

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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Lucas Ferrão, jovem de projeto social é Campeão Estadual de Kickboxing por 4 anos consecutivos

 


Lucas Ferrão, conhecido somente como Ferrão, é o campeão que inspira outros competidores no Projeto Social Resplandecer, na Equipe Família Shekinah de Kickboxing. O jovem, que começou a treinar há cerca de sete anos, sempre foi apaixonado por lutas e artes marciais, desde criança, quando acompanhava UFC na TV e adorava jogos e filmes de ação, de onde tentava imitar os golpes dos lutadores com os primos, com quem brincava.

 

Apesar do interesse pelas artes marciais, Ferrão não teve a oportunidade de treinar na infância, até o dia em que um amigo o convidou para conhecer o projeto e, desde então, nunca mais saiu de lá. Fato que teve uma grande influência na formação de seu caráter, como o próprio diz, “acredito que isso foi decisivo para minha formação como pessoa, hoje em dia, pois o Kickboxing e, acima de tudo, a família me ensinaram diversos atributos que formaram meu caráter de hoje, e eu não mudaria nada”.

 


No final dos treinos de Kickboxing, em alguns casos, existe uma parte em que os alunos lutam entre si para aperfeiçoar a técnica e aprender a usar os golpes nas lutas. Essa parte do treino é chamada de “fazer luva”. Ferrão gostava muito de fazer luva nos treinos, o que chamou a atenção de seu professor, André Shekinah, que começou a incentivá-lo a competir, vendo nele um grande potencial, como conta: “Conforme fui progredindo, o mestre André começou a falar mais sobre competir, mostrava vídeos e me levou pra assistir algumas competições e, logo de cara, me encantei e botei na cabeça que precisava competir. Então, treinei muito e comecei a competir em 2016”.

 

O jovem lutador, de lá pra cá, começou a acumular títulos importantes, tendo se tornado Campeão Estadual de Kickboxing por quatro anos consecutivos, de 2016 a 2019, além de outros, como: quatro vezes Campeão da Taça Guanabara de Kickboxing (2016 - 2019), quatro vezes Campeão Intermunicipal de Kickboxing, duas vezes Campeão José Antônio Ferreira de Kickboxing, Campeão da Copa do Brasil de Kickboxing e ficando em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de Kickboxing.

 

Em seu primeiro Campeonato Brasileiro de Kickboxing, Ferrão pegou uma chave com dezesseis lutadores, ganhou duas lutas e acabou perdendo na semifinal, o que lhe garantiu o terceiro lugar e ser o terceiro melhor lutador de Kickboxing do Brasil é algo surpreendente, mas o lutador começou a se cobrar ainda mais, “descobri que precisava treinar muito para ser o campeão, fiquei em terceiro lugar, mas foi uma das melhores competições pra mim, como pessoa e lutador, me fez ter ainda mais vontade de treinar e melhorar”, conta.

 

Um grande talento que não encontrou, ainda, um patrocinador! Essa é a triste realidade da maioria dos atletas brasileiros. Alguns Estados e Municípios tem o Bolsa Atleta, mas em São Gonçalo, apesar de já ter sido aprovado, nunca foi colocado em prática. E os atletas seguem representando a cidade com recursos próprios. O que poderia ter um resultado muito melhor para a representatividade da cidade, pois Ferrão foi classificado para lutar o Campeonato Sul-americano, mas não conseguiu realizar seu sonho, por falta de recursos.

 

Competir, para Ferrão, que é faixa azul de Kickboxing, faz toda a diferença na vida de um atleta, que tem a oportunidade de lutar com pessoas diferentes, tentar evoluir, absorver o máximo de conhecimento a cada disputa, sempre se superando, “Não conseguiria ser o lutador que sou hoje se não tivesse competindo. Gostaria de agradecer ao mestre André, que me mostrou o mundo do Kickboxing e sempre acreditou em mim, a minha família que sempre me deu suporte para competir e, também, minha namorada, Mayara Silva, que sempre me acompanha nas competições e me apoia nos momentos mais difíceis!”, declara o campeão.

 

O Projeto Social Resplandecer fica no Porto Velho, em São Gonçalo, e oferece, além das aulas de Kickboxing com a Família Shekinah, que faz parte da AOCTT (Associação Oliveira & Castilho Top Team), aulas de Jiu-Jitsu, Taekwondo, Balé, Artesanato e acompanhamento psicológico, entre outras ações.

 

Encerro com um pensamento que o jovem lutador, Lucas Ferrão, leva pra própria vida, passa para os amigos de equipe e compartilha conosco:

 

“Muitos se acham fracos ou incapazes quando são derrotas, mas o verdadeiro lutador sabe que se aprende bem mais com a derrota do que com a vitória, então nunca desista, se esforce e tente sempre ser melhor do que ontem.”



Matéria: Fabiana Almeida 

Edição de Vídeo: Gustavo Porto 


sábado, 24 de outubro de 2020

Ricardo Delavechia, Campeão Pan-americano de Jiu-Jitsu - 10 anos de idade e um exemplo de determinação no esporte!

Ricardo Delavechia, com apenas 10 anos de idade, ganhou o apelido de “O Demolidor” não foi à toa! Determinado, o atleta tem uma coleção invejável de títulos no Jiu Jitsu, arte marcial que pratica há dois anos e meio, tais como: Campeão Pan-americano de Jiu Jitsu, Campeão Terê Challenge Jiu Jitsu, Campeão Copa Gross Jiu Jitsu, Campeão Brasileiro de Jiu Jitsu, Campeão 1ª Copa Barra de São João de Jiu Jitsu, Campeão Nacional de Jiu Jitsu, Campeão CEJOP 50 anos, Campeão Torneio de Jiu Jitsu Novo CEJOP, Campeão Summer Jiu Jitsu Open Cupe 2020 (primeira e única competição que aconteceu neste ano, pouco antes de ser declarada a quarentena, devida à pandemia).

 

Morador do Pita (SG), faixa amarela de Jiu Jitsu, o treinamento do atleta é realizado no Porto Velho, no CT Barta de Lutas. Marcela e Ricardo Delavechia, pais do atleta, acompanham o filho em todos os treinos e campeonatos, e são somente elogios ao falar de sua determinação, incentivando seu sonho de ser reconhecido como um grande lutador e viver do Jiu Jitsu. Meta que já estabeleceu para a vida e que tem se dedicado a alcançar. 

 


Da Equipe Família Barta de Jiu Jitsu, Ricardo é grato a todos que colaboram com seu treinamento, de alguma forma, “Mestre Ricardo Barta, Mestre Marcos Caldeira, João Pedro (Smeagle), Fabrício, Samuel e todos os adultos que me ajudam, pois treino com crianças e com adultos, e a todos os meus colegas de treino, pois sozinho eu não conseguiria”, declara.

 

Os treinos de Jiu Jitsu tiveram início na FJU (Igreja Universal) com o intuito somente de praticar uma atividade física, qualquer que fosse. Mas, logo, o novo praticante se apaixonou pelo esporte e, hoje, o Jiu Jitsu faz parte de sua vida como algo essencial.


As competições começaram em 2019 e Ricardo, apesar da pouca idade, enfrentou um grande desafio interno por achar que não sabia nada e que sempre haviam atletas melhores, o que lhe causava muito receio, “Eu queria sempre fazer melhor e ser o melhor, pois eu treinava para isso mas sempre dava um friozinho na barriga”, diz. 

 

Uma das competições, em especial, se tornou marcante pelo fato de ter sido realizada no dia de seu aniversário, o Terê Challenge. O nervosismo acabou tomando conta, pois os pais, irmão, amigos e a equipe estavam ali, esperando seu máximo. Ao mesmo tempo, foi tomado pela determinação de vencer. E, após duas lutas difíceis, sagrou-se campeão, garantindo sua vitória e a medalha de ouro que havia ido buscar como presente de aniversário.

 

Outro grande desafio foi o Campeonato Brasileiro de Jiu Jitsu, onde estava sentindo-se mal, mesmo assim, quis lutar e, como não poderia ter sido diferente, o resultado foi o lugar mais alto do pódio. Apesar da idade, Ricardo definiu ser um vencedor, não importando os obstáculos. Tem um sonho e está decidido a lutar para realizá-lo:

 


“Quero ser reconhecido como um dos melhores lutadores, talvez, do mundo. Ser o melhor naquilo que eu faço para mim e por mim. Ser um Gran Mestre. Esse é o meu sonho, viver do Jiu Jitsu!

Fui Destaque da Academia do ano de 2019 e campeão de um torneio interno quando lutei com alguns atletas até mais graduados e venci todas as lutas, inclusive a última que foi com um faixa laranja II Graus. Eu sempre me esforço ao máximo!”

 

Com esse histórico e determinação nada pode atrapalhar o atleta de realizar seu sonho. Basta seguir em frente! Sem contar todos os benefícios que o Jiu Jitsu traz para as crianças que são praticantes, como controle muscular, aperfeiçoamento dos reflexos, desenvolvimento do raciocínio, equilíbrio mental, reforço do caráter e da moral, fortalecimento da autoconfiança, respeito aos companheiros, senso de disciplina e hierarquia. E, para os que decidirem ir além, tornarem-se grandes campeões.



Matéria: Fabiana Almeida 
Edição de Vídeo: Gustavo Porto 


Camila Rodrigues, com apenas 9 anos de idade se tornou Atleta Revelação da FKBERJ

A FKBERJ (Federação de Kickboxing do Estado do Rio de Janeiro), todos os anos, realiza a Cerimônia dos Melhores Atletas, onde homenageia aqueles que mais se destacaram, durante um ano de competições, em cada uma das modalidades, masculinas e femininas, adulto e sub-17. A cerimônia, que acontece no salão nobre do Clube Tamoio, em São Gonçalo, já ficou conhecida como o “Oscar do Kickboxing”, tamanha sua importância para os atletas homenageados. Hoje, se tornou o reconhecimento de todo o esforço e sacrifício que superam para se destacar e ganhar um lugar no pódio.


Entre esses atletas, que se superam todos os dias para alcançar resultados positivos, está a pequena Camila Rodrigues, que começou a treinar Kickboxing aos 8 anos de idade, e superou um obstáculo já em seu primeiro treino, ao ser aceita em uma turma onde a idade mínima era de 11 anos. Mostrando responsabilidade, respeito e seriedade, a atleta iniciou os treinos em meados de 2018, na Equipe Samurai Fight, da Associação AME, no Projeto Social Thiago Machado, que leva artes marciais gratuitas para pessoas que não podem arcar com os custos de um treinamento.

 

No início de 2019, quando a atleta completou  9 anos, seus professores viram que estava na hora de inscrevê-la nas competições da FKBERJ. Camila foi inscrita no primeiro campeonato e não parou mais. No decorrer do ano, a atleta disputou três das sete modalidades do Kickboxing: Light Contact, Point Fight e Musical Forms sem Armas, tendo medalhado em todas. Inclusive, foi classificada para participar do Campeonato Brasileiro, que foi realizado em São Paulo, e da Copa do Brasil, no Paraná, mas não conseguiu viajar para disputar os títulos por falta de apoio governamental e patrocínio. Um talento que, muito provavelmente, teria representado a cidade de São Gonçalo, com grandes chances de trazer um título nacional.   

 

Moradora da Covanca (SG), Camila é a caçula de três irmãos, sendo a única menina, e a única a se dedicar à arte. O empenho e dedicação foram tão intensos, que a jovenzinha incentivou a própria mãe, Daniele Rodrigues, a treinar no projeto.

 

“Camila não se revelou somente no esporte! Ela mudou, inclusive, na escola. A professora veio elogiar e disse que houve uma melhora significativa em seu comportamento e em suas notas. Sou muito grata pelo projeto, por todas as conquistas que proporcionou na vida da minha filha e que, tenho certeza, ainda vai proporcionar!”, declarou Daniele, mãe da atleta. 

 


Uma das maiores surpresas veio quando, no final de 2019, após se tornar Campeã Estadual de Kickboxing, tendo lutado e conquistado o cinturão, foi indicada, pelos presidentes e responsáveis pelas associações que integram a FKBERJ, como uma das Atletas Revelações do Sub-17 feminino. Durante todo o ano, entre mais de cinquenta atletas da categoria que participam das competições na federação, apenas três meninas foram indicadas, e Camila foi uma delas. Uma grande conquista para uma pequena grande atleta, como já ficou conhecida.

 


Devido a pandemia, Camila não participou de competições nesse ano de 2020, mas chegou a se inscrever para participar da 6ª Taça Guanabara de Kickboxing, que seria realizada em março, sendo adiada devido a quarentena. De volta aos treinos, Camila recebeu a Faixa Laranja diretamente das mãos do Presidente da FKBERJ, Capitulino Gomes, por mérito. Mas a atleta está ansiosa e esperançosa para participar da Cerimônia dos Melhores Atletas, pois somente uma das três indicadas, ganhará um troféu com o nome gravado, e a vencedora só fica sabendo no dia da cerimônia, que também precisou ser adiada. Portanto, ainda não sabe se levará o troféu. Mas toda sua equipe, professores, familiares e amigos, são unânimes em afirmar que a pequena é mais que uma vencedora e que, só pelo fato de ter sido indicada, entre tantas opções, já faz dela a Atleta Revelação de 2019. Camila representa o futuro do esporte no município de São Gonçalo e promessa de muitas medalhas.    


Matéria: Fabiana Almeida

Edição de Vídeo: Gustavo Porto  

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Michel Lopes, uma história de luta que se confunde com a própria vida

 


Campeão que se tornou um renomado treinador de lutadores profissionais e amadores segue revelando talentos

 

Michel Lopes é um lutador nato! Sua história nas artes marciais começou há muito tempo quando, aos 4 anos de idade, viu uma roda de capoeira em uma praça. Naquele momento, nasceu seu interesse pela luta e foi onde decidiu todo o seu futuro, se tornando um grande campeão, professor e treinador de lutadores de artes marciais.

 

O professor, que já teve vários apelidos, em cada etapa de sua trajetória, tais como Perna Longa, Fortaleza, Psicopata, Samurai e Pulmão de Criança, prefere ser chamado pelo nome, Michel Lopes.

Faixa preta de Karatê, faixa preta de Kickboxing, faixa preta de Jiu-Jitsu, prajied preto e branco pela ABAM, Prajied vermelho pela CBMTT e técnico de Beach Boxing, se tornou um colecionador de títulos importantes, conquistando diversas medalhas e cinturões. Sendo vice-campeão mundial de Jiu-Jitsu e possuindo 43 campeonatos no Muay Thai, conseguiu a vitória em todos eles.

 

Para narrar uma de suas lutas mais marcantes, em 2017, seu vasto conhecimento em diversos estilos lhe rendeu a vitória no “Open” no “Campeonato Sulamericano Aberto de Artes Marciais”. Michel lutou a final contra um atleta de Kung Fu, levando-o à nocaute em apenas 1 minuto e 45 segundos, se classificando assim para o Mundial na Argentina. Foi um momento muito importante para o professor que sempre teve o sonho de ser exemplo para jovens que tem poucas oportunidades, para fazê-los enxergar que podem fazer o que quiserem se tiverem força e dedicação.

 


O próprio Michel encontrou nas lutas um meio de sobreviver à marginalidade e a violência que assolam a rotina no Rio de Janeiro. Para pessoas que vivem em áreas de risco, como o local onde cresceu, essa realidade consegue ser ainda mais cruel. E o professor afirma que se não fosse toda a disciplina aprendida nos tatames, talvez nem estivesse mais aqui.


Membro da Equipe Templários, sempre que possível, ainda treina com seus mestres Ricardo Rodrigues, professor de Kickboxing e Muaythai, Mestre Claudio Machado, de Karatê, e Mestre Ricardo Barta, de Jiu-Jitsu.

 

Atualmente, o professor Michel é o responsável pelos atletas profissionais de MMA da Equipe Templários, sendo treinador e agenciador, casando lutas em eventos dentro e fora do Brasil. E a agenda está cheia até o final do ano com eventos nacionais, como Shooto e Arena Global, e internacional, como o Aruba Fight.

 

“Ano passado, eu era o responsável pelo Kickboxing da Equipe Templários e, graças a Deus, obtivemos ótimos resultados com dois atletas conseguindo o segundo lugar no ranking dos melhores do ano da FKBERJ (Federação de Kickboxing do Estado do Rio de Janeiro) em suas modalidades, que é o K1 Rules, luta de ringue. A Jane Ramos e o João Pedro Garcia perderam somente para os companheiros da mesma associação, APKB (Associação Pioneira de Kickboxing) do mestre e amigo Daniel Mattos. No ano passado, visando o MMA, a equipe alcançou uma vitória com o atleta Lucas Tavares, Stone Face, e um aprendizado com o Ivan, Manguinha, no Junglle Fight.”, conta o professor Michel Lopes.

 


Ainda em campeonatos pela FKBERJ, conquistou grandes vitórias com atletas que se tornaram renomados na federação, tais como Hiago Lins, Bruna Soares, Fabiana Almeida e Thiago Machado (falecido). Todos tendo obtido grandes vitórias através de intenso treinamento com o professor Michel Lopes.

 

“Os principais benefícios das aulas que ministro são: Usar a arte marcial para saúde do corpo e da mente, de treinos com exercícios tão completos de alta intensidade, que trabalham a musculatura, a resistência e o desempenho cardiorrespiratório. A consequência é um físico mais forte e o maior entendimento da percepção corporal. Sem falar que é uma forma infalível de aliviar o estresse. Ministro minhas aulas nas academias Fórmula Santa Rosa, Fórmula São Francisco e Academia Mega Sport Center, no Ingá. Já os atletas profissionais treinam no CT Black Shield, no Rio do Ouro (São Gonçalo).” Michel Lopes

 

Muitos atletas já obtiveram grandes conquistas após passar pelo treinamento de alta intensidade do professor Michel Lopes e muitos ainda passarão, pois as artes marciais crescem mais e mais a cada dia, contando com profissionais de excelência, como esse grande campeão e treinador de grandes campeões nos tatames, nos ringues e na vida.



Matéria: Fabiana Almeida 


#MichelLopes #SempreEmPé #PáginaSempreEmPé #APáginaDoAtleta 

domingo, 20 de setembro de 2020

Criadas para serem métodos de autodefesa, as artes marciais, hoje, são sinônimo de saúde, afirma o professor Adriano Duarte


 

As artes marciais foram assumindo diferentes papéis, ao longo da história. Originalmente criadas para se tornarem métodos de autodefesa, função que continuam exercendo brilhantemente, ganharam um importante papel em uma sociedade com vilões como sedentarismo e obesidade. Hoje, além de ser uma atividade física com filosofia de vida, é ferramenta indispensável para quem está em busca de qualidade de vida. “Meu conselho é que todos deveriam treinar alguma arte, pois, atualmente, vários médicos estão receitando arte marcial para seus pacientes, visto que tem apresentado um papel primordial à saúde”, diz o professor Adriano Duarte, que é um apaixonado por esportes, tendo praticado várias artes marciais desde a infância.

 

A história do professor Adriano Duarte começou com o faixa preta Marcos Bragança, que o levou à sua academia para treinar Jiu-Jitsu e, através desse mesmo professor, em 2011, recebeu sua graduação de faixa preta. Nesse período, como atleta, participou de vários campeonatos, tendo aprendido sobre a hierarquia e disciplina da arte. Paralelamente, começou a treinar Kickboxing com o faixa preta José Cipriano, chegando à faixa azul. 

 

Embora não faça mais parte da equipe onde se formou, tem uma história de total respeito com a mesma e com o antigo professor. E, hoje, faixa preta 3º Grau, faz parte da Equipe Condor Nova Geração, ao qual é o vice-presidente. O presidente da equipe, Ronaldo Viégas, faixa preta 6º Grau, é seu atual professor e desenvolvem um excelente trabalho na Academia Ponto do Atleta, em Sacramento (São Gonçalo - RJ).

 

Na academia, onde está desenvolvendo o trabalho com as aulas de Jiu-Jitsu, conheceu o professor de Kickboxing Márcio Meleca, faixa preta há anos, e retomou os treinos, chegando à faixa marrom, “e, como todo bom brasileiro, não vou desistir enquanto não chegar à faixa preta de Kickboxing, claro, com muito treino e dedicação”, afirma.

 

Mas não para por aí! O professor foi buscar mais conhecimento, na área da autodefesa, através do Krav-Magá, com o faixa preta 4º Dan, José Antônio.

 

“No início foi bastante complicado, já que o Krav-Magá é totalmente sem regras e sempre fui praticante de Jiu-Jitsu e Kickboxing, esportes com regras. Meu professor me indicou ao seu mestre, Diego, quando fiz um curso de Instructor Lotar Krav-Magá/ ICS - equivalente à faixa marrom. Tornei-me aluno pessoal do Mestre Diego Martin Giglio, que havia sido discípulo do renomado Mestre Gabi Shai, de Israel, que foi discípulo de Avi Abeceedon, também de Israel, tendo sido discípulo do fundador do Krav-Magá: Imi Lichtenfeld. E, hoje, sou faixa preta 3º Dan de Krav-Magá e instructor de KAPAP.” Professor Adriano Duarte

 

Vice-presidente da Associação Krav-Magá Divion, Sinistro Tactical Force, o professor acumula, também a função de Instrutor de Defesa Pessoal, credenciado pela polícia federal, para ministrar aulas nas instituições de segurança pública e privada. Apesar de todas as graduações conquistadas pelo professor, ao longo de sua caminhada no mundo das lutas, observa-se que está sempre praticando.

 

“Sempre vou aconselhar que todos treinem alguma arte marcial, porque é sinônimo de saúde. Tendo em vista que o Jiu-Jitsu é o meu primeiro amor, eu, Adriano Duarte, o aconselho para todos, pois aumenta a confiança no dia a dia e você estará sempre pronto para as adversidades...”  Seus dias de treino na academia são as segundas, quartas e sábados, manhã e noite.


E, não esqueça, todas as artes marciais ajudam a manter e melhorar o funcionamento cardíaco, aprimoram o sistema vascular, aumentam a resistência, a potência muscular e a postura corporal.


Matéria: Fabiana Almeida 

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Andressa Valpassos, Melhor Atleta Sub 17, feminina, de Light Contact e Point Fight da FKBERJ

 


Que as crianças estão se destacando cada vez mais no Kickboxing não é novidade! Por isso, vamos conhecer um pouco sobre a pequena Andressa Valpassos.

 

A "monstrinha", como é conhecida, é atleta da equipe TEAM NOGUEIRA e Santa Margarida Kickboxing (Campo Grande - RJ) da associação AUFAM (Associação União Fight de Artes Marciais).

Treinada pelo professor Deilon Carlos, e com apenas 2 anos de treino, vem conquistando seu espaço no mundo da luta e almejando grandes voos.

 

Apesar da pouca idade, a atleta sonha em ser uma grande lutadora profissional e, quem sabe um dia, ser uma  professora da arte marcial.

 

Andressa já é dona de títulos importantes como: Bicampeã Estadual, Campeã da Copa Brasil e Campeã Sul-americana.


A atleta também será  homenageada no "Oscar do Kickboxing", a cerimônia que premia os Melhores Atletas da FKBERJ (Federação de Kickboxing do Estado do Rio de Janeiro), tendo sido a melhor atleta Sub-17, feminina, de Light Contact e Point Fight, além de ser uma das indicadas como Atleta Revelação Sub-17.

 

"Ser indicada como atleta revelação e ganhar duas premiações de melhor atleta me deixou muito feliz, pois provei a mim mesma que aquele sonho de aprender uma arte marcial foi muito além, e meu objetivo é dar continuidade", revela a atleta.

 

Com a pandemia do Covid-19 Andressa também precisou se adaptar, "Meu mestre passou algumas atividades para eu fazer em casa: sombra, movimentação e corrida diariamente para não perder o ritmo e manter a parte física. Espero que ano que vem seja melhor e vou tentar novamente o prêmio de melhor atleta e colecionar mais medalhas".

 

Andressa conta com o apoio do AESC MAMAÔ que, por enquanto, é seu único apoiador e deixa seu agradecimento por toda ajuda!

 

Matéria: Isa Araújo

 

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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Quando se trata de Point Fight é impossível não mencionar o nome do faixa preta Ítalo dos Santos



Atualmente, atleta da APKB (Associação Pioneira de Kickboxing), seu mestre é Luciano Soares, porém, hoje, os profissionais que o acompanham são: Mestre Daniel Mattos e Leonardo Paixão. Ítalo realizava seu treinamento em casa mas, após a entrada na associação APKB, começou realizá-los na academia KS (Barra da Tijuca-RJ).

 

O porquê escolher lutar Point Fight, Ítalo conta:

 

"Na verdade, quando comecei no Kickboxing, em 2012, mal treinava Point Fighting. Meus companheiros de equipe e mestre que gostavam mais de treinar. Competi minha primeira vez lutando Light Contact e só na segunda competição lutei Point Fighting. Fui gostando e, com pouco tempo, me identifiquei com a luta, por ser mais estratégica. Acho que essa foi a grande característica da modalidade que me cativou."

 

Seus principais títulos que ganham destaque: O atleta foi 3° colocado no Panamericano/ WAKO (2018), Campeão Sulamericano/ CBKB (2017) e Bi campeão da Copa América/ CBKB (2019-2020).

 

Em 2019, Ítalo lutou em duas categorias, no primeiro semestre atuou na categoria menos 69kg e no segundo semestre menos 79kg. Ítalo explica:

 

"Fiz isso porque percebi que são as categorias que tem mais atletas atuando no cenário nacional. Foi um tiro certo, rsrs... Consegui fazer bastante lutas no ano de 2019 e acumular pontos para o ranking Estadual."

 


O atleta será um dos homenageados no "Oscar do Kickboxing", a cerimônia que premia os Melhores Atletas da FKBERJ (Federação de Kickboxing do Estado do Rio de Janeiro) na modalidade Point Fight e deixa clara a sensação de trabalho bem feito, destacando que há muitas coisas para se conquistar e buscar, mas com um passo de cada vez.

 

Por lutar uma modalidade que não tem muito destaque no Brasil, o atleta compartilha seu pensamento sobre o cenário de dificuldade da modalidade:

 

"Eu sempre tomo como base para essa pergunta o cenário mundial. É muito complicado e delicado falar sobre isso mas o que eu sinto como maior dificuldade da modalidade é o pouco engajamento que os atletas (seja qual for a faixa) tem com a modalidade. Poucos realmente procuram entender como funciona ou como lutar de

forma competitiva. Eu vejo muita repetição do mesmo." Ítalo dos Santos

 

Apesar da Pandemia do Covid-19, ítalo tinha expectativas que ainda ocorressem os campeonatos Panamericano e Brasileiro mas  sabe que todas as atitudes da federação de Kickboxing do Estado do Rio de Janeiro (FKBERJ) e Confederação Brasileira de Kickboxing (CBKB) são corretas para tal momento.

 


Ítalo deixa seus agradecimentos para seus apoiadores que estão com ele desde o começo de 2019: Seu Fisioterapeuta Diego Duarte e a Nutricionista Thatiana Carvalho. E, claro, seu o preparador físico Leonardo Paixão.

 

Por fim, o atleta deixa uma mensagem de incentivo:

 

"Uma coisa que eu aprendi, nesses anos de Kickboxing, é que tudo o que acontece nas nossas vidas é culpa totalmente nossa. Se hoje um atleta não se sente o melhor, é culpa dele. Ele tem que buscar as ferramentas necessárias para se tornar o melhor. Enfim, é isso, gastar mais tempo buscando ser melhor e não se importar com o que os outros falam porque cada um tem seu próprio sonho"

 


Matéria: Isa Araújo

 

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